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Japão autoriza antiviral no tratamento de COVID-19 e promete vacina

A pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) já infectou, no mundo, mais de quatro milhões de pessoas e levou ao óbito mais de 288 mil. No Japão, são 15 mil casos da COVID-19 e 633 mortes registradas até esta terça-feira (12), segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Mesmo com números considerados baixos para a doença, o primeiro-ministro do Japão, Shinzō Abe, testa novos remédios e medicamentos para o controle da epidemia no país.

Na área da saúde, o Japão acaba de aprovar o uso do medicamento remdesivir para o tratamento de pacientes com COVID-19, após aprovação legal. Além disso, o país espera iniciar os testes clínicos para uma vacina no tratamento do novo coronavírus ainda em julho.

Governo japonês libera antiviral para o tratamento da COVID-19 e aguarda testes de vacina para julho (Foto: Reprodução/ Governo de São Paulo)

Remdesivir contra a COVID-19

O ministro da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão, Kato Katsunobu, anunciou que o governo do Japão passará a fornecer a recém-aprovada droga remdesivir -—um antiviral que já foi testado para o Ebola e mostrou alguma eficácia contra SARS e MERS — para instituições médicas no tratamento de infectados pelo coronavírus.

Segundo Kato, o remdesivir é o primeiro medicamento autorizado contra a COVID-19. A sua aprovação foi acelerada na semana passada, após três dias de avaliação. A mesma droga também já foi aprovada para uso o emergencial, durante a epidemia, nos Estados Unidos.

Por enquanto, o ministério planeja administrar o antiviral somente em pacientes com os sintomas mais graves da infecção. Para a medicação dos doentes, as autoridades do país devem checar dados disponíveis, de forma online, sobre possíveis pacientes elegíveis, já internados em hospitais públicos.

Essa semana, o primeiro-ministro Shinzō Abe também acrescentou que o governo pretende aprovar um outro antiviral para o combate da COVID-19, o avigan (baseado no favipiravir), até o final deste mês. No início de março, a droga recebeu elogios do Centro Nacional de Desenvolvimento da Biotecnologia da China, que afirmou que o medicamento produzido pela Fujifilm Holdings do Japão foi “eficaz contra a COVID-19”.

Em breve, uma vacina

Outra boa notícia é que o Japão espera iniciar os testes clínicos para uma vacina nacional contra o coronavírus em julho, segundo o primeiro-ministro. Abe afirmou que a pesquisa japonesa sobre possíveis vacinas contra o vírus é realizada em parceria com diferentes instituições locais, incluindo a Universidade de Tóquio, a Universidade de Osaka e o Instituto Nacional de Doenças Infecciosas.

Sobre outros testes de vacinas que já acontecem fora do país, Abe explicou: “Espero que os programas de vacinação possam começar o mais cedo possível, reunindo a sabedoria do mundo”, informou à emissora pública japonesa NHK.

Enquanto uma resposta médica não vem e a vacina caminha para sua fase de testes, o governo local está apoiando as empresas. Nesse momento, as autoridades de Tóquio distribuem subsídios de 4.700 a 9.400 dólares (cerca de 27 a 54 mil reais). Até dia 15 de junho, Tóquio espera receber 130.000 solicitações, sendo que anunciou já ter recebido 68.000 até esta segunda-feira (11).

Fonte: Agência Brasil Anadolu Agency

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