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Paciente nº 1 da Itália se recupera, terá alta e verá nascimento da filha

Um mês depois de dar entrada no hospital de Codogno com uma grave pneumonia, Mattia, de 38 anos, que acabou se tornando o primeiro caso confirmado de infecção a partir de transmissão local pelo novo coronavírus na Itália, recebeu, nesta sexta-feira (20), a notícia de que terá alta.

Com aparência abatida, bem mais magro do que quando foi internado, o homem soube agora que não perderá o nascimento da filha, que está previsto para acontecer na semana que vem.

A notícia da liberação do paciente vem instantes depois que o governo da Itália anunciou que foi superada a barreira das 4 mil mortes no país, e que os hospitais locais estão à beira do colapso, em meio aos quase 43 mil casos ainda ativos.

O teste com resultado positivo de Mattia só foi feito graças a intuição da médica Annalisa Malara, do hospital de Codogno, que, diante de um paciente jovem e saudável que não melhorava da pneumonia, pediu autorização para fazer o exame.

Até então, só eram autorizadas investigações com italianos que tinham sido evacuados de Wuhan e com turistas chineses que ficaram doentes durante período visitando Roma.

Mattia chegou a contar que havia jantado com um amigo que havia estado na China, que nunca foi diagnosticado como infectado pelo novo coronavírus. Não foi possível, inclusive, estabelecer onde o paciente sofreu o contágio.

A mulher do homem, grávida de 37 semanas, também deu positivo para o patógeno, mas recebeu alta poucos dias depois.

Entre 21 e 22 de fevereiro, Mattia, que é maratonista, joga futebol nas horas vagas e é voluntário da Cruz Vermelha e funcionário da companhia Unilever, chegou a ser levado em estado gravíssimo para o hospital San Matteo, em Pavia, onde ficou por até se recuperar e receber a notícia da alta.

Durante o período de internação, ele chegou a ser tratado com um coquetel experimental de medicamentos, como antibióticos, antivirais, um anti-HIV, este último que apresenta os melhores resultados até agora.

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