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Avanços científicos no combate à leucemia podem levar a novos tratamentos

Institute for Research in Immunology and Cancer (IRIC), na Universidade de Montreal, no Canadá, levou a cabo um estudo sobre a leucemia em adultos – leucemia mieloide aguda (LMA) – e descobriu um processo molecular na ação de alguns tipos de medicamentos anti-leucemia que poderá abrir novas possibilidades no desenvolvimento de tratamentos da doença.

O Dr. Guy Sauvageau e a sua equipa de investigadores focaram-se no tipo de leucemia mais mortal no mundo, que pode reduzir em menos de três anos a esperança média de vida mesmo após tratamentos de quimioterapia e transplantes de medula. A equipa de investigadores isolou a informação genética relativa à LMA e, em conjunto com o Quebec Leukemia Cell Bank, chegarou aos perfis genéticos de quase 700 doentes oncológicos com esta estirpe de leucemia, retirando células para cultivo in vitro e testando posteriormente o efeito de cerca de 5 mil medicamentos em vários subgéneros da doença, ou seja, nas células de cada paciente.

Através do uso de uma vasta gama de fármacos em doenças humanas (e não propriamente exclusivas no tratamento de leucemia), os investigadores concluíram que certos tipos de medicamentos afetam cada subtipo de LMA e qual o motivo de o fazerem.

Com esta investigação descobriu-se ainda que Mubritinib, um fármaco inibidor de proteínas quinase originalmente para o tratamento de cancro da mama, tem um efeito terapêutico em alguns subtipos de LMA cujo tratamento eficaz é inexistente e não revelou qualquer toxicidade quando utilizado em ratos e muito pouca em células humanas. O fármaco tem ainda a capacidade de matar células cancerígenas de um determinado tipo de LMA, sendo esta descoberta o primeiro passo para um eventual tratamento em vigor no mercado dentro de dois a três anos, segundo a equipa de cientistas.

fonte: https://www.newsfarma.pt/noticias/8173-avan%C3%A7os-cient%C3%ADficos-no-combate-%C3%A0-leucemia-podem-levar-a-novos-tratamentos.html

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