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Pesquisa Aponta Novos Caminhos no Tratamento de Doenças Crônicas

Uma pesquisa realizada em Catanduva aponta novos caminhos no tratamento de doenças crônicas, inflamações e queimaduras. Os estudos, realizados por grupos formados por professores e alunos do Centro Universitário Padre Albino (UNIFIPA), exploram a atuação de extratos de plantas medicinais administrados em associação ou isolamento em modelos de queimaduras de segundo grau, doenças pulmonares, hipertensão e inflamação ocular.
Os resultados de dois desses estudos foram publicados na revista internacional BIOPHA – Biomedicine & Pharmacotherapy. Outros deles integrarão novas publicações. Os trabalhos começaram em 2014 com os benefícios trazidos pelas plantas medicinais para casos de queimaduras e doenças crônicas. “No entanto, o reforço veio nos anos seguintes com a Profª Drª Ana Paula Girol, por meio de sua orientação de Mestrado e Doutorado em Biociências pela UNESP de São José do Rio Preto e do trabalho de Iniciação Científica sobre o chá verde da Profª Andréia de Haro Moreno”, informou a assessoria de imprensa da UNIFIPA.
Três anos mais tarde e foi criada a Liga de Fitoterápicos e Plantas Medicinais pelo curso de Biomedicina, com ênfase no desenvolvimento de pes­­­quisas. Também no mesmo ano os estudos com fitoterápicos resultaram em parceria com a professora Maria de Lourdes Gomes Pereira, da Universidade de Aveiro, em Portugal. A universidade sediada em Aveiro foi criada em 1973 e tem como referência a qualidade nas investigações em Biologia.
No total, 32 alunos de Iniciação Científica dos cursos de Biomedicina e Medicina da UNIFIPA, quatro mestrandos e três doutorandos desenvolveram pesquisas envolvendo os fitoterápicos, o que resultaram em mais de 57 apresentações de trabalhos em Congressos, seis publicações em revistas nacionais e internacionais. Oito trabalhos foram apresentados em congresso internacional, na França, no último mês de junho. Os trabalhos desenvolvidos têm investimento da UNIFIPA, CNP e FAPESP.
Ana Paula disse que os resultados demonstraram que o uso de algumas plantas medicinais estudadas como a bardana aumentou a cicatrização com queimadura de segundo grau. Ela contou que também foram observados efeitos positivos em outros campos clínicos de estudo, com a redução da inflamação no modelo de doença obstrutiva pulmonar crônica (DPOC) pela administração do extrato de bacupari.
As pesquisas continuam, conforme aponta a coordenadora do curso de Biomedicina. “Estamos dando sequência aos estudos que visam descobrir novas bases fitoterápicas, como o preparo e padronização dos extratos, triagem fitoquímica, avaliação antimicrobiana, antioxidante, citotóxica e aplicação terapêutica em modelos in vitro e in vivo de extratos de novas plantas cultivadas em herbário da UNIFIPA”, aponta a pesquisadora.
Ana Paula Girol reforça que com o aumento gradativo da demanda por novos métodos e medicamentos no tratamento e cura de doenças, a instituição, seus alunos e professores veem na fitoterapia uma alternativa barata com grande abundância de matéria-prima na região, além do alto poder medicinal que ainda não foi explorado. Essa é uma ferramenta paliativa e preventiva das enfermidades que atingem a população.

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